Padre Kentenich na eternidade e Nossa Senhora das Dores converte toda dor

Dia 15 de setembro em memória de Nossa Senhora das Dores e 51 anos que Padre Kentenich partiu para o Lar Eterno

15 de setembro Padre José Kentenich parte para o  lar eterno

Padre José  Kentenich celebrou  sua última missa e a primeira que inaugurava a Igreja da Adoração, consagrada à Santíssima Trindade, situada em Schoenstatt. Isso foi em 15 de setembro de 1968, na festa das Sete Dores da Santíssima Virgem Maria.¹

Ele tinha 83 anos, mas tinha conservado toda a sua juventude de espírito e sua energia. Ao chegar à Alemanha, após seu tempo de 14 anos em Milwaukee,  tinha advertido: “Não pensem que venho convertido num avô”. E mostrou através de muitos fatos que continuava a ser o “Pai forte” (Forte líder do movimento de Schoenstatt)

Hoje completa-se 51 anos de sua partida ao Lar eterno. Podemos pensar como ele ainda atua dentro da Igreja e através de cada um de nós, divulgando e expandindo o caráter missionário e apostólico de Schoenstatt através da Aliança de Amor com Nossa Senhora.

15 de setembro dia de Nossa Senhora das Dores

A participação dolorosa da Mãe do Salvador em sua obra de salvação (Lc2;33-35) é atestada na hora da Cruz por João, que a recebeu por mãe (Jo19;25-27).

Atualmente, esta memória se concentra melhor sobre ela e sobre o sacrifício de Cristo que ela própria oferece com ele ao Pai. 

Ao longo do ano o povo cristão não se cansa de invocar a Mãe do Céu. Ela tudo merece.

Hoje somos  convidados a meditar no Seu sofrimento, a tristeza converter-se-á em alegria...

Uma oração especial: Sequência

Estava a Mãe dolorosa,

Junto da cruz lacrimosa,

Enquanto Jesus sofria.

 

Uma longa e fria espada,

Nessa hora atribulada,

O seu coração feria.

 

Oh quão triste e tão aflita

Padecia a Mãe bendita,

Entre blasfémias e pragas,

 

Ao olhar o Filho amado,

De pés e braços pregado,

Sangrando das Cinco Chagas!

 

Quem é que não choraria,

Ao ver a Virgem Maria,

Rasgada em seu coração,

 

Sem poder em tal momento,

Conter as fúrias do vento

E os ódios da multidão!

 

Firme e heróica no seu posto,

Viu Jesus pendendo o rosto,

Soltar o alento final.

 

Ó Cristo, por vossa Mãe,

Que é nossa Mãe também,

Dai-nos a palma imortal.

 

* Maria, fonte de amor,

Fazei que na vossa dor

Convosco eu chore também.

 

Fazei que o meu coração

Seja todo gratidão

A Cristo de quem sois Mãe.

 

Do vosso olhar vem a luz

Que me leva a ver Jesus

Na sua imensa agonia.

 

Convosco, ó Virgem, partilho

Das penas do vosso Filho,

Em quem minha alma confia.

 

Mãos postas, à vossa beira,

Saiba eu, a vida inteira,

Guiar por Vós os meus passos.

 

E quando a noite vier,

Eu me sinta adormecer

No calor dos vossos braços.

 

Virgem das Virgens, Rainha,

Mãe de Deus, Senhora minha,

Chorar convosco é rezar.

 

Cada lágrima chorada

Lembra uma estrela tombada

Do fundo do vosso olhar.

 

No Calvário, entre martírios,

Fostes o Lírio dos lírios,

Todo orvalhado de pranto.

 

Sobre o ódio que O matava,

Fostes o amor que adorava

O Filho três vezes santo.

 

A cruz do Senhor me guarde,

De manhã até à tarde,

A minha alma contrita.

 

E quando a morte chegar,

Que eu possa ir repousar

À sua sombra bendita.

 

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Fontes consultadas: ¹Herman Alessandri, 1998.  Livro: “Padre José Kentenich ,Um fundador, um pai, uma missão”

Amex Assessoria