50 anos de São Miguel no Santuário do Jaraguá

29 de setembro de 1969- Entronização de São Miguel, uma breve meditação do Padre José Kentenich

História

Em 29 de setembro de 1969 a estátua de São Miguel foi entronizada no Santuário do Jaraguá, doada pela família Devecchi, em comemoração ao dia de São Miguel Arcanjo. A estátua foi reformada  3 vezes ao longo destes 50 anos.

Em Schoenstatt recordamos que a estátua de São Miguel esteve desde os inícios de nosso Santuário, que também foi uma capelinha de São Miguel. É verdade que o Pe. provincial da Sociedade dos Pallotinos naquele momento se chamava Miguel, e por isso teve a preocupação de que São Miguel chegasse à capelinha de São Miguel.

Então, o que São Miguel significa para nós?

Numa palestra em 1966, Padre José Kentenich falou sobre São Miguel:

Em primeiro lugar ele é Protetor do Santíssimo Sacramento pela tradição eclesial.

 A segunda grande tarefa do Arcanjo São Miguel é ser o ajudante nato e escolhido da querida Mãe de Deus na luta contra o Demônio. Leiam o último Livro da Sagrada Escritura, o Apocalipses. Ali se mostra todo o intento do Demônio no final dos tempos, para induzir o mundo e os homens para que o adorem. E sabemos que a Mãe de Deus é a grande adversária do Demônio. A fé simples da Igreja do ocidente diz que a tarefa de São Miguel consiste em apoiar a Mãe de Deus nesta luta contra o Demônio.

Vocês querem relembrar o que nos revela a Sagrada Escritura! São Miguel colocou-se do lado de Deus e contra Lúcifer, o grande portador de Luz. Na realidade teria que explicar –mas o tempo não permite- qual foi o objeto da decisão que Deus exigiu dos anjos. Queriam e deviam decidir-se livremente. Mas em que consistia esta decisão? Isto não aparece, ao menos diretamente, na Sagrada Escritura. Por isso os teólogos tratam de descobrir, a partir do contexto global da Sagrada Escritura, qual foi o mandamento para prová-los.  Eles creem que o Pai Eterno fez com que eles soubessem sobre sua intenção de que a Segunda Pessoa da divindade assumisse uma natureza de criatura, uma natureza humana. A consequência seria que os anjos teriam que adorar a este Deus encarnado, feito carne, e que também teriam que inclinar-se diante da pessoa humana (Maria) da qual a Segunda Pessoa Divina tomara a natureza humana.

Podemos compreender bem o que agora dizem os teólogos: que Lúcifer com seus anjos levantaram-se e ele declarou: ‘Se Deus quer tomar uma natureza de criatura, que seja a minha natureza, então eu quero ser o adorado!!’.

Então houve no céu uma grande batalha. São Miguel exclamou como grito de guerra: ‘Quis ut Deus. Quem como Deus. Se Deus quer algo, então temos que dizer sim!’.

Assim lutou com Lúcifer e seus anjos. Em seguida lemos: Lúcifer e seus anjos foram expulsos para a terra... e ali perseguiu a Mulher (Ap. 12, 7-13).

De que Mulher se trata? A Mulher que devia estar destinada a proporcionar a natureza humana à Segunda Pessoa da Divindade. Assim que foi criada a primeira mulher (Eva) Satanás pensou, que ela era a Mãe de Deus, e por isso (assim dizem os teólogos), a atacou! ‘Perseguiu a Mulher’, no fundo quer dizer, em sua atitude contra a mulher, contra Eva, pensava estar atuando contra a Mãe de Deus. A partir daí, em toda a história da salvação e do mundo, a intenção do Demônio é, mediante sua fúria contra a mulher como reflexo da Mãe de Deus, atingir a Mãe de Deus, e ao mesmo tempo, empurrar ao homem uma e outra vez ao abismo.

Fecundidade Espiritual

Mais uma vez queremos colocar São Miguel em primeiro plano! Queremos ajudá-lo e queremos participar de sua missão. Ao colocar-nos a seu lado, nele e por ele ajudamos também à querida Mãe de Deus a vencer ao Demônio e aos poderes demoníacos no mundo atual. Nisso consiste a terceira graça de peregrinação da fecundidade espiritual”.

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Fonte: Conferência no ano de 1966, Padre José Kentenich

Amex Assessoria