Família de Nazaré

Família um lugar de vida!

Uma Familia provada na vida
Estamos no tempo litúrgico do Natal, tempo de festas nas quais celebramos o nascimento de Jesus no seio de uma família, na qual a Mãe tem o título especial de Mãe de Deus. Na Epifania ele se manifesta ao mundo, representado pelos Sábios do Oriente e, depois de trinta anos de vida oculta, é batizado por João Batista. São as cinco festas do Tempo do Natal. Hoje celebramos a festa da Sagrada Família. Os textos bíblicos nos falam da família de Jesus e da nossa família.
A Sagrada Família de Nazaré, apesar de sua relação privilegiada com Deus, em nada foi poupada dos infortúnios próprios dos seres humanos. Seria enganoso imaginá-la gozando de regalias inacessíveis a qualquer pessoa comum. Talvez, exatamente porque tão intimamente ligada a Deus, tenha sido posta à prova, de maneira tão dura.
A Sagrada Família jamais esteve isenta de tribulações. Mas nem por isso desviou-se do caminho da fé e obediência a Deus. Sua fidelidade foi continuamente posta à prova. E, na provação, foi se consolidando. Desta forma, tornou-se modelo de família cristã que, experimenta as dificuldades da vida, sem se desviar dos caminhos de Deus.
Assim podemos também concluir que a nossa própria família, talvez num outro contexto, é uma família provada na vida como foram Jesus, Maria e José. Estamos bem cientes das nossas limitações família natural. Nos também temos provas de vida e amor, também temos tempos de “exilio”.
O Papa Francisco disse na sua homilia de hoje no Vaticano:
Não há uma família perfeita. Nós não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não casamos com uma pessoa perfeita e não temos filhos perfeitos. Nós temos queixas de outros. Desiludimo-nos um ao outro. Portanto, não há casamento saudável ou família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para a nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão, a família torna-se uma arena de conflito e um refúgio de tristeza.
Sem perdão, a família fica doente. O perdão é a assepsia da alma, a purificação da mente e a liberdade do coração. Quem não perdoa, não tem paz de alma e não tem comunhão com Deus. O luto é um veneno que intoxica e mata. Manter a dor no coração é um gesto auto- destrutivo. É autofagia. A pessoa imperdoável fica doente física, emocional e espiritualmente.
E é por isso que a família precisa de ser um lugar de vida e não de morte. Um lugar de cura e não de doença; um lugar de perdão e não de

culpa. O perdão traz alegria onde a tristeza produziu tristeza; onde a dor causou doença.
Rezemos e trabalhemos para que que a fidelidade demonstrada pela Sagrada Família de Nazaré seja exemplo para as famílias cristãs, cuja fé é provada em meio a tribulações.
Pe. Marcelo Aravena

Amex Assessoria