Nos Finados celebramos as memórias e plantamos vida

Memórias agradecidas, dolorosas e de esperança. Padre Pedro Cabelo explica

Neste dia 02 de novembro de 2020, a missa dos Fiéis Defuntos foi celebrada no Santuário Mãe Rainha do Jaraguá. Estavam presentes o Pe Pedro Cabello, o diácono Rafael Mota e o seminarista Maike Andrade.

Na introdução da missa Pe Pedro explicou o ato simbólico de escrever o nome dos familiares falecidos e outros 1000 nomes que chegaram pela internet. Esta missa é muito importante para nós, a árvore é o símbolo da vida, queremos proclamar que todos estes nomes, todos aqueles que já partiram estão cheios de vida, cheios de alegria junto ao trono de Deus nosso Pai.

Junto a imagem da Mãe Rainha, explica, há uma muda de pé de Manacá e será plantada hoje e nela espiritualmente o nome dos falecidos.  Ao visitar o santuário, quando estiver cheia de flores, será para nós uma mensagem: “Estamos bem, estamos felizes, e partilhamos a vida de vocês, nós que estamos no céu estamos intercedendo a cada um nesta terra”.

Celebramos a morada que Jesus prepara

Em sua homilia, o padre descreve o que Jesus deixou sua palavra sobre o Reino de Deus, sobre a promessa da nova morada e que Ele estará conosco. Assim explica:

“Na casa do meu Pai há muitas moradas, se não fosse assim, eu vos teria dito”. Uma verdade que nos é revelada já no antigo testamento, como na primeira leitura, havia insinuações da ressureição, que a vida não termina quando somos enterrados, e Jesus com toda autoridade de Deus conosco, diz que na casa do Pai será como na nossa própria morada. Da mesma forma que aqui é bom termos nossa casa, onde somos aceitos como somos,  onde temos pessoas  que nos amam e que podemos amar também. É uma experiência de morada e é muito importante para nós.

Jesus diz também que quando tiver preparado uma moradia, “voltará e nos levará também”. Não estaremos sozinhos, estaremos juntos, em outra dimensão na vida espiritual. Sabemos pela revelação de Jesus como é a vida no céu. Para que nós aspiremos a chegar nessa morada.

Ontem celebramos a festa de todos os santos, reconhecidos pela Igreja e o que viveram uma vida justa segundo as bem aventuranças. Também nossos seres queridos, que viveram uma vida justa, pecadores, mas também santos ao chegar ao Reino do Pai.

Celebramos quem deixou pegadas em nossos corações

Hoje é uma festa “mais nossa” celebramos os que estão no céu e têm nome e sobrenome, os nossos falecidos parentes amigos, e os que ninguém lembra mais.

Lembramos todos que fizeram parte da nossa história, que marcaram e deixaram pegadas no nosso coração e nos enchem de saudades: com eles juntos, falávamos, aprendíamos  tantas coisas dos que já estão no céu. Fomos amados por eles, são eles os nossos defuntos, falecidos, ou aqueles que já estão vivos segundo o espírito na presença de Deus.

Estes seres queridos levaram alguma coisa de nós para o céu, não só o DNA, levaram parte do nosso coração, os que partiram levaram um pouquinho de nós, do nosso amor que entregamos gratuitamente e lá no céu têm um pouquinho da gente.  Algo em nosso coração também morreu, aquele lugar “vazio” aquele lugar onde está a lembrança, a saudade que ninguém pode preencher. É isso que celebramos hoje, a comunicação da vida que existe entre aquele que está no céu e nós na terra.

Celebramos a memória agradecida, dolorosa e da esperança

Uma memória muito agradecida, uma fé e acreditamos no que Jesus falou, toda essa memória passa pelo carinho que demos aos nossos entes queridos, no nosso coração e mente, e estão conosco no plano espiritual.

Celebramos a memória dolorosa porque toda partida deixa saudades, na partida para a vida eterna os laços se rompem, e separam corações, um pouco se foi ao céu com eles. Ficamos um pouco mais sozinhos.

Celebramos a memória da esperança. Porque acreditamos na vida eterna, a fé em Jesus ressuscitado é a base. Com que vamos comparar o Reino dos céus?  Todos os evangelistas repetem experiencias que Jesus quis passar para nós, Jesus nos convida olhar além da morte que não termina no cemitério, acreditamos na vida depois da morte, acreditamos firmemente na presença de nossos seres queridos. O amor que recebemos e demos não pode morrer, no ato da partida, o amor continua vivo lá no céu.

Deus nos fez assim, cheios de saudades

Deus nos fez com um coração que sente, que chora, que se emociona, assim como Jesus chorou diante do seu amigo Lázaro. Que esta celebração cheia de saudade seja cheia de esperança onde acreditamos que haverá um reencontro porque Jesus o prometeu, hoje, no Evangelho.

Plantar uma árvore no dia de finados em memória aos que se foram

Ao final da missa a procissão levou a muda do pé de Manacá que foi plantada pelo padre Pedro no terreno do santuário.

Símbolo da vida, nos juntamos à campanha da ação solidária criada pela CNBB e com participação da Pascom Brasil e Signis Brasil com hospedagem no site da CNBB:

#CuidarDaSaudade

 

VÍDEO GRAVADO AO VIVO: 

 

__________________

Texto: Sueli Vilarinho

Fotos e filmagem: Marcos R. Bastos Schmidel

Amex Assessoria
Doe agora