"A maior graça é fazer da vida um dom", diz Papa

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus neste domingo, 28, na Praça São Pedro celebrando a Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

O Papa Francisco rezou o Angelus com os fiéis na Praça São Pedro por ocasião da festa dos santos padroeiros de Roma, São Pedro e São Paulo, após presidir à celebração da Missa na Basílica Vaticana.

Em sua alocução, o Pontífice comentou o episódio da vida de Pedro em que um anjo o libertou da prisão, salvando-o da morte, mas o mesmo não ocorreu em Roma e sua vida não foi poupada. “O Senhor lhe concedeu muitas graças e o libertou do mal: faz assim também conosco. Ou melhor, com frequência vamos até Ele só nos momentos de necessidade, a pedir ajuda. Mas, Deus vê mais longe e nos convida a ir além, a buscar não só os seus dons, mas Ele, o Senhor de todos os dons; a confiar-lhe não só os problemas, mas a vida”, disse o Pontífice.

Fazer da vida um dom

Para o Papa, a maior graça é doar a vida, é fazer dela um dom e “isso vale para todos, na família, no trabalho e para quem é consagrado”. De modo especial, Francisco citou os idosos abandonados pela família, como se fossem “material descartável”, como disse o Santo Padre. “Este é um drama do nosso tempo: a solidão dos idosos”, citou.

De acordo com o Pontífice, São Pedro não se tornou um herói por ter sido libertado da prisão, mas sim por ter dado a sua vida aqui, transformando um lugar de execuções em um lugar de esperança, que é a Basílica Vaticana. “Eis o que pedir a Deus: não só a graça do momento, mas a graça da vida”, falou.

Na ocasião, Francisco também ressaltou que, para ele, o segredo da vida feliz é reconhecer Jesus como Deus vivo e não como “uma estátua”, pois não importa saber que Jesus foi na grande na história e apreciar o que fez, mas importa saber qual lugar damos a Ele a nossa vida e nosso coração.

Continuando, o Papa disse que é a este ponto que Jesus diz a Simão no Evangelho: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Foi chamado pedra não porque era confiável, pelo contrário, explicou Francisco, mas porque escolheu construir a vida sobre Jesus, não sobre suas capacidades. “É Jesus a rocha sobre a qual Simão se tornou pedra”, ressaltou o Sato Padre.

Ao final da alocução mariana do Angelus, o Papa Francisco concluiu com algumas perguntas aos fiéis que o ouviam; uma reflexão sobre a vida nos dias de hoje. "E eu, como vivo a vida? Penso só nas necessidades do momento ou acredito que a minha verdadeira necessidade é Jesus, que faz de mim um dom? E como construo a vida, sobre as minhas capacidades ou sobre o Deus vivo? Que Nossa Senhora nos ajude a colocá-Lo na base de cada dia e interceda para que possamos fazer da nossa vida um dom."

Amex Assessoria
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