"Tomar a própria cruz", este é o nosso compromisso com Jesus

No Angelus deste domingo, 30, o Papa Francisco refletiu sobre o compromisso de "tomar a própria cruz", após a proclamação do Santo Evangelho (Mt 16,21-27).

Refletindo o Santo Evangelho (Mt 16,21-27) na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus neste domingo, 30, o Santo Padre falou sobre o compromisso de “tomar a própria cruz”.

Na Palavra, Jesus pela primeira vez falou aos seus discípulos sobre o final que o espera na Cidade Santa. “Diz que terá que ‘sofrer muito por parte dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas, e ser morto e ressuscitar ao terceiro dia’”, disse o Pontífice.

Segundo o Papa, para Jesus, a reação dos discípulos a esta predicação é considerada imatura. “Ainda têm uma fé imatura e muito ligada à mentalidade deste mundo. Eles não querem que Jesus passe por isso”, explicou o Santo Padre.

Na ocasião, o Pontífice explicou que a cruz possui significados diferentes para nós, para os discípulos e para Jesus. “Para Pedro e os outros discípulos - mas também para nós! - a cruz é um ‘escândalo’, enquanto Jesus considera um ‘escândalo’ fugir da cruz, o que significaria fugir da vontade do Pai, da missão que Ele lhe confiou para nossa salvação”, expressou.

 

Tomar a própria cruz

Dando continuação ao seu discurso, o Papa Francisco apontou o caminho do verdadeiro discípulo de Jesus, mostrando duas atitudes. “A primeira é ‘renunciar a si mesmo’, o que não significa uma mudança superficial, mas uma conversão, uma inversão de valores. A outra atitude é tomar a própria cruz”.

Mas, o que seria “tomar a própria cruz? Francisco explicou que “não se trata apenas de suportar pacientemente as tribulações diárias, mas de carregar com fé e responsabilidade aquela parte do esforço e do sofrimento que a luta contra o mal implica”.

Estendendo-se no assunto, o Santo Padre fez um apelo para a nossa vida. “Façamos com que a cruz pendurada na parede de casa, ou a pequena que usamos no pescoço, seja um sinal de nosso desejo de nos unirmos a Cristo no serviço a nossos irmãos com amor, especialmente os pequenos e mais frágeis”, exortou.

Jesus crucificado, verdadeiro Servo do Senhor

O Papa recordou em seguida que a cruz é sinal sagrado do Amor de Deus e do Sacrifício de Jesus e, por isso, não deve ser reduzida a um objeto de superstição ou uma joia ornamental. “Toda vez que fixamos o olhar na imagem de Cristo crucificado, pensamos que Ele, como verdadeiro Servo do Senhor, cumpriu Sua missão dando a vida, derramando Seu sangue para a remissão dos pecados”, disse.

Por fim, Francisco ensinou que se quisermos ser discípulos de Jesus, somos chamados a imitá-Lo, entregando nossas vidas sem reservas por amor a Deus e também ao próximo.

Amex Assessoria
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