No terceiro domingo do Advento, a Santa Missa foi celebrada no Santuário Sião do Jaraguá pelo Padre Antonio Bracht. Em sua homilia, o sacerdote recordou que o Advento é um tempo de preparação, que nos convida a olhar para o presépio, olhar para o Senhor. Esse olhar para Cristo possui várias dimensões, vividas ao longo dos domingos do Advento.
No primeiro domingo, as leituras falavam do fim do mundo, para nos lembrar que Cristo é o Senhor da história. Ele marca a história da humanidade, é o centro da história e dá sentido também à nossa história pessoal.
No segundo domingo, surgem as grandes figuras que nos ajudam nessa preparação: Maria e João Batista. João é aquele que prepara o caminho, que aponta para Jesus e proclama: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”
Já o terceiro domingo do Advento tem uma tônica diferente: convida-nos a experimentar a alegria, porque o Senhor está próximo. É um convite para preparar o nascimento de Jesus no coração de cada um. Trata-se de uma dinâmica de caminhada que fazemos como Igreja e como comunidade.
Padre Antonio destacou que Jesus nasceu uma vez na história, voltará no fim dos tempos para levar essa história à sua plenitude, mas nasce sempre de novo em nossa vida, para que possamos caminhar com Ele.
O Evangelho deste domingo apresenta João Batista, que inicialmente anunciava a chegada do Messias com palavras fortes e radicais. No entanto, agora preso, ao ouvir falar de Jesus, João se questiona: “És tu aquele que devia vir ou devemos esperar outro?” Suas expectativas eram de um Messias revolucionário, que restauraria a dinastia de Davi e julgaria com rigor. Mas Jesus se apresenta de forma mansa e humilde.
A resposta de Jesus não vem em teorias, mas em sinais concretos:
“Os cegos veem, os coxos andam, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres.”
Esses sinais continuam acontecendo hoje, embora não de forma espetacular. Jesus não vem transformar tudo em espetáculo, mas age de modo discreto e profundo. Acolher um irmão , fazer a Primeira Comunhão, reunir-se em torno da Eucaristia, receber o Corpo e o Sangue de Cristo — tudo isso são sinais vivos da presença de Deus. Celebrar a Eucaristia, dois mil anos depois, em todos os cantos do mundo, também é um grande sinal.
Padre Antonio recordou ainda que, diante dos acontecimentos da criação, somos chamados a reconhecer que Deus é o Senhor de tudo: do mundo ao nosso redor e também do mundo que existe dentro de nós.
Vivendo o Advento de 2025, no Ano Santo da Esperança, este Natal nos desperta para a certeza de que Deus está próximo, falando conosco por meio de sinais. Ele nasce, caminha com a humanidade, tem poder e sabedoria.
Ao falar novamente de João Batista, o sacerdote ressaltou que ele foi um profeta e mensageiro, e que hoje a Igreja e cada um de nós somos chamados a assumir essa missão: não apenas preparar o presépio, mas preparar a própria vida, sendo mensageiros que, com o testemunho, anunciam:
Cristo está aqui. Cristo nasceu de novo para mim e para toda a humanidade.
Leituras do 3º Domingo do Advento
- 1ª Leitura: Sofonias 3,14-18a
- Salmo Responsorial: Isaías 12,2-6
- 2ª Leitura: Filipenses 4,4-7
- Evangelho: Lucas 3,10-18
Texto retirado da homilia do dia por Sueli Vilarinho
vídeo: Carlos Pussoli

