O Encerramento do Ano Santo da Esperança da Região Episcopal Brasilândia, da Arquidiocese de São Paulo, foi celebrado no Santuário Sião Jaraguá – Mãe Rainha, dia 28 de dezembro de 2025, reunindo cerca de 1500 fiéis das paróquias e comunidades da região. A celebração foi presidida pelo Bispo Dom Carlos Silva, OFMCap, vigário episcopal da Região Brasilândia, com a presença de diversos sacerdotes da região, entre eles o reitor do Santuário, Pe. Gustavo Hanna Crespo.

Em sua homilia, Dom Carlos Silva iniciou destacando a alegria de encerrar o Ano Santo reunidos como um grande povo em peregrinação. Vindos de diferentes paróquias e realidades, com histórias diversas, todos se unem pela mesma fé, reconhecendo-se como peregrinos da esperança. Recordando São Paulo, o bispo reafirmou:
“A esperança não decepciona, porque a esperança é o próprio Cristo.”

A Sagrada Família: fidelidade que gera santidade

Refletindo sobre o Evangelho, Dom Carlos lembrou que a Sagrada Família viveu a experiência da fuga e do exílio: José, Maria e o Menino Jesus tornam-se refugiados para salvar a vida do Filho. Não se trata de uma família perfeita, mas de uma família fiel.

“A santidade da família nasce da fidelidade e não da perfeição.”

As famílias de hoje também carregam lutas, enfermidades, violências e o medo do amanhã. A família de Nazaré conhece essas dores e, por isso, compreende e acompanha cada família.

São José, guardião da esperança

O bispo destacou a figura de São José, homem fundamental na história da salvação e guardião da esperança. José não fala, mas age; escuta a Deus e se levanta no meio da noite. Não adia, não questiona, não desiste.

“Quem ama, protege.
Quem crê, levanta-se.”

Assim fez São José, colocando-se a caminho e ensinando que a esperança caminha com passos firmes, mesmo na escuridão.

A família: primeiro santuário

A primeira leitura, do livro do Eclesiástico, recorda a importância de honrar pai e mãe, cuidar dos idosos e cultivar o respeito dentro de casa. A fé começa no lar.

“A família é o nosso primeiro santuário.”

O caminho concreto da esperança

Na carta aos Colossenses, São Paulo apresenta um caminho concreto para a vida familiar:
revestir-se de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência.

Dom Carlos reforçou que a família não é o lugar da perfeição, mas o lugar do perdão:

“Onde há perdão, a esperança renasce.”

Encerrar é abrir caminhos

Ao final, o bispo destacou que encerrar o Ano Santo não é fechar uma porta, mas abrir um novo caminho. Após viver 2025 como peregrinos da esperança, os fiéis são enviados como famílias missionárias, levando a esperança ao mundo.

Dirigindo-se aos consagrados, seminaristas, diáconos e sacerdotes presentes, Dom Carlos Silva convidou todos a caminharem juntos, como Igreja viva, missionária e sustentada pela esperança que é Cristo.

Ao final da celebração, as duas lamparinas do Ano Santo da Esperança — da Região Brasilândia, do Santuário e da Igreja Nossa Senhora do Ó — foram solenemente apagadas, simbolizando o encerramento do tempo jubilar e o envio dos fiéis para continuar vivendo, no cotidiano, a esperança que é Cristo.

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Texto retirado da homilia do dia por Sueli Vilarinho

Fotos: Carlos Pussoli