No dia 16 de novembro de 2025, a Santa Missa foi celebrada no Santuário Sião pelo reitor Padre Gustavo Hanna Crespo, e concelebrada pelo Pe Gabriel Oberle e padres Espiritanos: JOsé Carlos, Elson, Matheus que estavam acompanhando um retiro da Paróquia Santa Tereza de Calcutá. Ele recordou que, ao final do Tempo Comum, as leituras falam de guerras, divisões e acontecimentos difíceis. Às vezes, essas leituras nos custam um pouco, porque pensamos: “Será que será tão duro assim? Será que será tão trágico assim?” Tentamos evitar esses textos, mas eles voltam sempre, mostrando que haverá uma consumação dos tempos.
Quando acontecerá? Não sabemos. Quais serão os sinais? Os discípulos também perguntaram isso. A curiosidade sempre aparece, como quando pedimos que alguém nos avise da chegada de uma visita importante para prepararmos a mesa de modo especial. Mas Jesus lembra: não sabemos o dia, por isso precisamos estar preparados.
Jesus apresenta uma lista de acontecimentos difíceis: perseguições, guerras, mortes… uma lista que parece um “desastre”. Mas o Evangelho de hoje traz uma frase que não pode ser escondida:
“Em meio às tribulações, permanecei firmes e testemunhai.”
É ali, no momento da prova, que somos chamados a testemunhar a nossa fé. Testemunhar é fácil nos ambientes acolhedores — nossos grupos, paróquias, pastorais. Mas o desafio maior está quando saímos ao mundo: testemunhar Jesus na universidade, no trabalho, nos ambientes que não querem nos ouvir. É o desafio de todos nós, discípulos amados.
A fé exige esforço. A santidade também faz parte desse caminho e requer um trabalho constante da nossa parte. Na segunda leitura, São Paulo fala de maneira até irônica sobre pessoas “ocupadas em não fazer nada” e chama a atenção para o esforço humano necessário. O pequeno esforço de cada dia tem valor diante de Deus, não por mérito próprio, mas porque contribui para uma obra maior.
Assim também acontece no Santuário: Nossa Senhora permanece neste lugar pela graça de Deus, mas também porque continuamente oferecemos nosso esforço, nossa contribuição ao capital de graças. Ela se doa uma e outra vez e nos pede que façamos o mesmo, permanecendo fiéis. A fidelidade é dom, é esforço, é graça — e é também um presente gigantesco.
Hoje recordamos também os 140 anos do nascimento do Pe. José Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt.
Padre Kentenich nasceu em 16 de novembro de 1885, em Gymnich, Alemanha, no final do século XIX. Desde cedo enfrentou rejeições e dificuldades: sua mãe, Catarina, por necessidade, precisou entregá-lo a um orfanato. Ali, sentindo-se abandonado, ainda criança — com apenas oito anos — encontrou na imagem de Nossa Senhora um olhar materno que o acolheu profundamente.
Essa experiência marcou sua vida. A partir dela, compreendeu que muitos também precisavam encontrar esse mesmo olhar de amor.
Em 18 de outubro de 1914, já sacerdote, convidou Nossa Senhora — de forma ousada e confiante — a estabelecer-se na pequena capela de Schoenstatt. O esforço humano, a contribuição ao Capital de Graças e a busca de santificação seriam parte essencial dessa aliança. Não se tratava de “dar algo para receber algo”, mas de oferecer, com amor, o próprio esforço para que Deus distribuísse Suas graças quando quisesse, como quisesse e a quem Ele quisesse.
O padre Kentenich transformou sua história pessoal — tantas vezes marcada pela dor — em carisma, e esse carisma hoje sustenta cada um de nós. Por isso podemos agradecer:
“Obrigado, Senhor, pela alma do Padre José. Obrigado porque ele nos ensinou a amar e confiar em Maria como nossa Mãe e Educadora.”
O padre concluiu dizendo que é uma alegria ver o Santuário cheio, sinal da busca pela graça. Este é um lugar onde podemos nos sentir acolhidos. Brincou ainda que não desafiaria o clima, pois parecia que choveria depois do meio-dia — e o telhado ainda estava incompleto, faltando alguns pontos, o que poderia transformar tudo em um “chuveiro” se a chuva viesse.
Texto e fotos: Sueli VIlarinho
vídeo: Alex Formigoni

