A Família de Schoenstatt do Jaraguá celebrou, no dia 7 de dezembro de 2025, o Encerramento Anual de suas atividades com um clima de fraternidade e gratidão. A manhã começou com um café comunitário e a Consagração da Manhã, reunindo todos os ramos em oração e convivência. Em seguida, o Pe. Gustavo Hanna Crespo conduziu um momento de formação baseado em um texto do Pe. Antônio Bracht, aprofundando a estrutura e a identidade do Movimento de Schoenstatt e reforçando a importância de cada ramo na missão comum. O encontro terminou com a apresentação dos ramos e um gesto simbólico de unidade, reforçando que todos fazem parte de uma mesma árvore, com muitos ramos, mas uma única raiz.
Hilda Malafaia nos conta como foi o dia:
Iniciamos a manhã com um café comunitário — muito farto, cheio de alegria e fraternidade — abençoado pelo Reitor, Padre Gustavo Hanna Crespo.
Depois de muita conversa e acolhida entre os ramos, rezamos juntos a Consagração da Manhã, entregando à Mãe todo o ano vivido, e seguimos para um momento de formação e testemunhos. Pe. Gustavo Hanna Crespo

O Padre Gustavo apresentou um aprofundamento sobre a estrutura do Movimento de Schoenstatt, tomando como base um texto-guia do Padre Antônio Bracht, escrito em junho de 1999 e oferecido naquele ano à Família de Schoenstatt do Jaraguá.
O material resgata elementos essenciais da nossa história e nos ajuda a voltar ao que é fundamental: a forma espiritual e comunitária que recebemos para cumprir a nossa missão.
O padre explicou que, assim como a matéria precisa receber uma forma para cumprir sua finalidade — o plástico, por exemplo, só adquire utilidade quando moldado — também nós recebemos uma forma espiritual, comunitária e apostólica, para realizar a missão que Deus nos confia dentro do Movimento.
Ao tratar da estrutura de Schoenstatt, destacou que o Movimento se organiza de maneira que todos possam viver a mesma espiritualidade, ainda que por caminhos diversos. Assim, dentro da Família existem vários ramos: peregrinos, ligas, uniões e institutos, entre outros.
Todos fazem parte de uma mesma árvore, com um único tronco e uma raiz comum, mas cada ramo possui exigências e características próprias.
Não existe uma “forma certa” ou “forma errada”: há diferentes níveis de compromisso com a vivência da Aliança de Amor, com o apostolado e com a vida espiritual.
A primeira exigência para pertencer ao Movimento é o fundamento espiritual, vivido por todos:
- peregrinar ao Santuário;
- oferecer contribuições ao Capital de Graças;
- cultivar a vida na Aliança de Amor.
Depois vem o apostolado, realizado por todos, mas em intensidades variadas:
- Peregrinos: apostolado mais livre;
- Ligas: compromisso frequente, com liberdade e espontaneidade apostólica;
- Uniões e Institutos: apostolado permanente, vida comunitária profunda e vínculos estáveis.
O padre lembrou que o apostolado não é apenas algo de Schoenstatt, mas um serviço à Igreja, que inclui evangelizar, testemunhar e levar a espiritualidade da Mãe e Rainha aonde estivermos.
As Ligas se caracterizam pela liberdade, generosidade e força apostólica espontânea.
As Uniões e Institutos assumem compromissos de vida mais profundos, com formação contínua e entrega estável.
Ao concluir, Padre Gustavo recordou que, dentro da grande estrutura do Movimento, todos pertencemos à mesma Família e somos chamados a viver com a maior liberdade possível e o maior espírito possível, cada um dentro de sua vocação e caminho.
Momento dos Ramos
Após a formação, cada ramo apresentou sua composição, suas características e a caminhada realizada ao longo de 2025.
À medida que se apresentavam, colocavam uma folha com sua identificação em um grande cartaz em forma de árvore, simbolizando a Família de Schoenstatt do Jaraguá — um gesto que retomou e concretizou a imagem usada pelo padre:
somos uma mesma árvore, com muitos ramos, mas uma única raiz.
Everson Luz do Terço dos Homens Mãe Rainha do Jaraguá compartilhou: “O encerramento foi um momento especial de partilhar mais conhecimento sobre a importância de cada ramo para o movimento de Schoenstatt no Santuário Sião do Jaraguá.
Levei para casa o entendimento que a cada encontro que fazemos entre os Ramos da Família ficamos mais vinculados e sincronizados para ajudar evangelizar e receber os Peregrinos na casa da nossa Mãe Rainha.”
__________________________
texto: Sueli Vilarinho
Fotos da Família

