No dia 11 de janeiro de 2026, a Festa do Batismo do Senhor foi celebrada no Santuário Sião Jaraguá. A Santa Missa foi presidida pelo reitor, Pe. Gustavo Hanna Crespo, e concelebrada pelo Pe. Gabriel Oberle.
Em sua homilia, Pe. Gustavo iniciou destacando uma pergunta comum que surge nesta festa: se Jesus é o Filho de Deus, por que precisou ser batizado? A resposta passa pelo sentido profundo desse gesto. Ao receber o batismo de João, Jesus assume a tradição do povo judeu, na qual o batismo era sinal de purificação, e se solidariza plenamente com a humanidade.
João Batista, que já reconhecia Jesus como o Cordeiro de Deus, sentiu estranheza em batizá-Lo. Contudo, Jesus transforma esse gesto: o batismo deixa de ser apenas um sinal exterior de purificação e passa a ser fonte de vida nova, libertação do pecado original e, sobretudo, adoção filial. Pelo batismo, tornamo-nos verdadeiramente filhos e filhas de Deus. Aquilo que se escuta misticamente sobre Jesus — “Este é o meu Filho amado” — passa a valer também para cada batizado.
Essa verdade, recordada na liturgia do dia, mostra que somos os eleitos do Senhor, chamados a viver como Ele viveu. Por isso, o batismo não é apenas um rito do passado, mas uma memória viva que somos chamados a atualizar todos os dias, buscando ser cada vez mais parecidos com Cristo.
O sacerdote também explicou o sentido do batismo das crianças: é um gesto de fé dos pais e da comunidade, que desejam transmitir às futuras gerações o presente recebido gratuitamente, a graça de ser filho de Deus. Assim como recebemos esse dom sem mérito, somos chamados a oferecê-lo também gratuitamente.
Com a Festa do Batismo do Senhor, encerra-se o Tempo do Natal. O batismo marca o nosso novo nascimento em Cristo; é por meio dele que passamos a pertencer a Deus e à Igreja. Mesmo que muitos não se recordem da data do próprio batismo, essa graça permanece viva e atuante.
Pe. Gustavo ressaltou ainda que a herança dos filhos de Deus é diferente das heranças humanas: quanto mais é partilhada, mais se multiplica. Na lógica do Reino, anunciar a fé não divide, mas amplia; não empobrece, mas enriquece a comunidade.
Inspirado pela segunda leitura, o sacerdote destacou o chamado à paz. Não uma paz de indiferença ou acomodação, mas uma paz ativa, construída no cuidado com o outro e no compromisso com o bem comum. Os filhos de Deus são chamados a ser artesãos da paz, não homens de guerra, mas servidores do Reino.
Por fim, a homilia recordou que ser filho amado exige escuta e prática da vontade de Deus. Não basta ouvir que somos filhos; é preciso viver essa herança, testemunhá-la e transmiti-la. Se a fé não for partilhada, o Reino deixa de crescer. O batismo nos envia em missão: construir o Reino de Deus, com amor, serviço e paz, para que a graça de Cristo continue a agir no mundo de hoje.
Leituras da Festa do Batismo do Senhor
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Primeira Leitura: Is 42,1-4.6-7
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Salmo Responsorial: Sl 28(29)
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Segunda Leitura: At 10,34-38
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Evangelho: Lc 3,15-16.21-22

