Dia 8 de março de 2026 no Dia Internacional da Mulher, a Santa Missa foi celebrada no Santuário Sião Jaraguá pelo Pe. Gustavo Hanna Crespo, com concelebração do Pe. Gabriel Oberle.
A celebração contou também com a presença de três noviços dos Padres de Schoenstatt, que permanecerão no Jaraguá por seis meses em tempo de prática e formação: Flavio (Maringá – Brasil), Daniel (México) e Pablo (Paraguai).
Homilia – Pe. Gustavo Hanna Crespo
Geralmente a gente ganha tudo, né? Ganha sono, ganha tudo. Enquanto a gente não se sacia, a gente não consegue conciliar as outras coisas. A nossa relação com Deus e buscar o sentido da nossa vida em Deus é a mesma situação da gente sentir sede e tentar saciar essa sede com outras coisas, mas ela não se sacia.
E a nossa vida vai tendo coisas que nos impedem de ficar conciliados e reconciliados. E muitas vezes, quando estamos com sede, não existe outra coisa que vai matar a nossa sede que não seja a água. A gente pode até tentar procurar alguma outra coisa para tirar a sede, mas enquanto a gente não busca o essencial ela não é saciada.
Quando a gente busca o sentido da vida, meus irmãos e irmãs, esse sentido nós encontramos em Deus. Sabemos que ali está aquilo que vai saciar a nossa sede espiritual, a nossa sede de redenção.
A primeira leitura do dia de hoje também fala do tema da água. O povo questiona se iria morrer de sede, mas a leitura nos ensina que Deus é um Deus de esperança e que as promessas de Deus se cumprem em nossa vida.
Por isso Moisés é tão audacioso ao perguntar a Deus:
“Será que o Senhor nos tirou do Egito para que morramos aqui de fome e sede?”
Essa pergunta nasce da esperança de que a promessa de Deus se realizará. Muitas vezes também fazemos perguntas a Deus quando estamos angustiados:
“Deus, até quando isso vai durar?”
“Deus, quando isso vai mudar?”
Mas se estamos conversando com Deus, é porque não queremos nos separar d’Ele. Queremos continuar ligados à fonte.
No Evangelho vemos o diálogo de Jesus com a mulher samaritana. Naquele tempo havia barreiras entre judeus e samaritanos, mas Jesus rompe as barreiras e mostra que a salvação é para todos.
Quando Jesus pede água, Ele inicia um diálogo que transforma aquela mulher. Ela se abre à graça de Deus.
Assim também na nossa vida espiritual: somos chamados a estar abertos ao diálogo com Deus, buscando novamente o sentido da nossa vida e querendo saciar a nossa sede mais profunda.
A samaritana faz algo muito bonito: ela pede a água viva.
“Senhor, dá-me dessa água.”
E nós também somos chamados a pedir essa água viva.
Mas o mais bonito é que ela não guarda essa experiência só para si. Ela vai e anuncia:
“Eu encontrei o Messias.”
Os samaritanos escutam o testemunho dela e vão ao encontro de Jesus.
Na nossa vida acontece algo parecido. Às vezes alguém testemunha algo bom e isso desperta em nós o desejo de experimentar também.
Nós podemos até escutar a Palavra de Deus, mas se não tivermos uma experiência pessoal com Jesus, a sede continua.
Por isso o desafio para a nossa vida é o mesmo da samaritana:
escutar, experimentar e anunciar.
Nós somos chamados a testemunhar aquilo que nos faz bem, testemunhar que Jesus sacia a nossa sede, testemunhar que encontramos a fonte de água viva.
E nessa fonte encontramos esperança, sentido para a vida e força para caminhar.
Que não deixemos essa experiência com Deus morrer dentro de nós, mas que possamos ser verdadeiros missionários, anunciando que Jesus é a fonte de água viva que sacia o coração humano.
Ao final da missa houve a bênção das mulheres.
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Texto e foto Pascom Santuário

