Neste dia 19 de abril, a Santa Missa foi celebrada por um padre Henrique da comunidade Neocatecumenal, que, em sua homilia, nos conduziu a uma profunda reflexão sobre a presença viva de Cristo entre nós.

Logo no início, ele nos recordou uma verdade fundamental: ninguém é estranho no Corpo de Cristo. Todos nós, reunidos na assembleia, fomos chamados e reunidos por Deus. Não estamos aqui por acaso. Cristo quis que cada um estivesse presente, porque fazemos parte de um único corpo.

Ao contemplar a assembleia — desde as crianças até os adultos — ele destacou a beleza dessa unidade: somos diferentes, mas pertencemos ao mesmo Corpo, cujo cabeça é Cristo. E é justamente nessa comunhão que encontramos nosso verdadeiro lugar.

O padre também compartilhou sua experiência como missionário, formado na Espanha e enviado ao Brasil, onde hoje acompanha seminaristas. Com simplicidade, reconheceu o desafio da língua, mas afirmou algo essencial: a linguagem mais importante é a linguagem do amor. É ela que permite compreender verdadeiramente o que Deus quer nos dizer.

Cristo está vivo

O centro da homilia foi o anúncio pascal:

Cristo está vivo. Não seguimos um morto.

Muitas vezes, vivemos como se Jesus ainda estivesse no túmulo, presos às preocupações, ao cansaço e às dificuldades do dia a dia. Mas a verdade é que Ele ressuscitou e continua presente no meio de nós.

O padre recordou que estamos vivendo o tempo pascal — cinquenta dias de alegria — e nos convidou a não cair na tristeza ou no desânimo. Não podemos ser como os discípulos de Emaús, que caminhavam tristes porque ainda não tinham reconhecido o Ressuscitado.

Deus toma a iniciativa

Assim como aconteceu com aqueles discípulos, é Cristo quem toma a iniciativa de vir ao nosso encontro. Ele caminha conosco, mesmo quando não o reconhecemos.

Ele se manifesta de duas formas muito concretas na Missa:

  • Na Palavra, que nos fala diretamente ao coração
  • Na Eucaristia, especialmente no partir do pão

Quando escutamos com o coração aberto, algo começa a arder dentro de nós. E é no momento da Eucaristia que nossos olhos se abrem: reconhecemos que é o próprio Cristo presente.

Uma missão: ser testemunhas

O padre foi muito direto ao afirmar:

Temos uma única missão nesta vida: ser testemunhas de Cristo.

Mas ninguém pode testemunhar aquilo que não experimentou. Por isso, é necessário fazer uma experiência pessoal com Jesus vivo.

Quem realmente encontra Cristo não consegue ficar em silêncio. Leva essa alegria para casa, para a família, para o trabalho. Os outros percebem a mudança e perguntam: “O que aconteceu com você?”. E então surge a oportunidade de anunciar:

“Eu encontrei Cristo.”

Chamados à alegria

A homilia terminou com um forte convite:

  • Entrar na alegria da Ressurreição
  • Viver como homens e mulheres pascais
  • Não permanecer na tristeza ou na estagnação
  • Reconhecer que nossa verdadeira pátria é o céu

Deus nos criou para a vida plena. Mesmo em meio às dificuldades, nossa esperança está firme: nosso destino está seguro em Deus.

Por isso, somos chamados a agradecer, louvar e viver com alegria, conscientes de que Cristo está vivo e caminha conosco.

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Texto retirado da homilia do dia por Sueli Vilarinho

Fotos: Marcio Gonçalves