O Tríduo Pascal celebrado no Santuário Sião do Jaraguá, entre os dias 2 e 4 de abril, foi presidido pelo Pe. Gustavo Hanna Crespo, com a concelebração dos padres Pe. Gabriel Oberle e Pe. José Fernando Bonini, conduzindo os fiéis a uma profunda experiência do mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo.

Na Quinta-feira Santa, ao iniciar o Tríduo com a celebração do Lava-pés e da instituição da Eucaristia, a homilia recordou que entramos no grande mistério da fé, um mistério que não pode ser plenamente explicado, mas deve ser contemplado. O padre destacou o silêncio, um silêncio que não é vazio, mas que fala profundamente ao coração. Quando tudo parece esvaziar-se, a entra para preencher esse vazio, sustentando o tempo de espera entre dor e esperança. Esse momento é vivido como travessia, onde somos chamados a confiar que o sofrimento não é definitivo. Ao mesmo tempo, foi feito um alerta sobre o risco de uma vida vazia, sem testemunho de Deus. Sem Cristo, o homem perde a referência, perde o sentido e o caminho. Por isso, mais do que conhecer, é preciso viver a fé e deixar que ela se torne concreta na vida.

Via Sacra foi rezada após a Vigília Eucarística na Sexta Feira Santa

Na Sexta-feira Santa, durante a celebração da Paixão do Senhor e a adoração da cruz, a homilia conduziu os fiéis à contemplação do mistério da cruz. Este não é um dia de respostas fáceis, mas um dia de contemplação diante do sofrimento. A dor de Cristo foi real, concreta e histórica, assumindo o pecado e a injustiça da humanidade. A cruz aparece como o preço da salvação, mas o ponto central foi afirmado com força: a cruz foi o preço, mas o amor foi a causa. Jesus se entregou livremente, revelando que a última palavra não é o ódio, mas o amor de Deus. Esse amor é pessoal, concreto, dirigido a cada um. Diante disso, o convite é claro: deixar-se amar. Contemplar a cruz é permitir que esse amor preencha os vazios da vida e transforme o coração.

O encontro das Imagens do Bom Jesus dos Passos e da Virgem Dolorosa, que partiram da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição até o Santuário e uma meditação guiou  a noite santa.

No Sábado Santo, na Vigília Pascal, a homilia assumiu um tom de esperança e missão. Foi proposta a reflexão de que, se não existisse a Sagrada Escritura, a fé precisaria ser transmitida por nós, mostrando a importância da transmissão da fé. As leituras revelam um Deus que age na história: um Deus que cria, providencia, liberta, permanece próximo e transforma o coração humano. Mesmo diante das dificuldades, Deus não abandona, mas caminha com seu povo, sustentando na confiança. A promessa de um coração novo mostra que a ressurreição é transformação de vida. Por fim, ecoa o envio de Cristo: anunciar. A fé deve ser vivida, testemunhada e comunicada. O cristão é aquele que busca o encontro com Deus e vive na certeza de que Ele ressuscitou e permanece presente.