Domingo de Ramos – 29 de março de 2026
Início da Semana Santa – Entrada do Senhor em Jerusalém
Neste domingo, a Santa Missa foi celebrada pelo Pe. Gustavo, que em sua homilia destacou o profundo significado da Palavra proclamada, especialmente o relato completo da Paixão do Senhor.
O padre iniciou dizendo que seria injusto “reduzir o Evangelho” apenas para tornar a celebração mais rápida ou mais conveniente. Pelo contrário, é necessário escutar todo o relato da Paixão, pois nele já contemplamos tudo aquilo que viveremos ao longo da Semana Santa. É como assistir antecipadamente a um caminho que será percorrido dia após dia.
Por isso, cada momento desta semana nos fará meditar partes desse mesmo Evangelho. A celebração começou com o Evangelho da procissão, inspirado em Mateus 21, que recorda a entrada de Jesus em Jerusalém.
Jesus entra na cidade de forma surpreendente: montado em um jumentinho. Esse detalhe revela algo essencial — Ele não vem com poder humano ou ostentação, mas com humildade e mansidão, cumprindo a profecia.
O padre destacou a ousadia do pedido feito por Jesus: “Ide e encontrareis uma jumenta com seu filhote; dizei que o Mestre precisa deles.” Humanamente, seria difícil atender a um pedido assim, vindo de um desconhecido. No entanto, o povo responde prontamente.
Isso revela uma verdade importante:
quem conhece a promessa de Deus tem o coração e os ouvidos atentos à Sua voz.
O povo de Israel esperava o Messias. Por isso, ao ouvir sinais dessa promessa, estava preparado para acolhê-Lo. Ao clamar “Hosana ao Filho de Davi”, o povo dizia:
“Salva-nos, Senhor!”
Contudo, havia uma expectativa equivocada: esperava-se um rei poderoso, que libertaria o povo pela força. Mas Jesus supera todas as expectativas. Ele mostra que a salvação vem por um caminho diferente — o caminho da humildade, do serviço e do amor.
A primeira leitura, do profeta Isaías, já anunciava esse caminho: o Servo Sofredor, que seria humilhado, maltratado, mas permaneceria firme, confiando em Deus. Mesmo diante do sofrimento, há a certeza da vitória:
“Sei que não serei derrotado.”
Assim, a cruz, que parece fracasso, revela-se vitória.
Na segunda leitura, da Carta aos Filipenses, vemos que Jesus, sendo Deus, esvaziou-se, fez-se pequeno, humilhou-se e foi obediente até a morte — e morte de cruz. Esse texto contém uma das primeiras profissões de fé da Igreja:
“Jesus Cristo é o Senhor.”
Dizer isso não é apenas uma afirmação, mas um compromisso:
significa reconhecer que Ele guia a nossa vida, e que devemos obedecer à Sua vontade.
O Evangelho da Paixão, narrado por São Mateus, reforça que tudo o que aconteceu com Jesus já estava anunciado nas Escrituras. Mateus escreve para mostrar que aquele que morreu na cruz é o Messias prometido.
Surge então uma pergunta:
Se o povo esperava salvação, por que encontrou a cruz?
Jesus não escondeu o caminho. Ele foi claro ao dizer:
- “Quem não toma a sua cruz não é digno de mim.”
- “Vocês sofrerão, mas depois ressuscitarão.”
O problema não está na falta de anúncio, mas na falta de escuta profunda.
Quantas vezes ouvimos, mas não deixamos a Palavra transformar o coração?
A verdadeira atitude do discípulo é a escuta atenta — aquela que molda o coração. E Deus realiza essa transformação com três atitudes fundamentais:
- mansidão
- humildade
- obediência
É assim que o coração do discípulo é formado.
Por fim, o padre nos convida, neste início da Semana Santa, a pedirmos a graça de termos um coração dócil, humilde e obediente à vontade de Deus. Um coração disposto a seguir Jesus em seu caminho — que passa pela cruz, mas conduz à vitória e à vida nova.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém.
Leituras do Dia – Domingo de Ramos (Ano A)
- Evangelho da Procissão: Mateus 21,1-11
- Primeira Leitura: Isaías 50,4-7
- Salmo: Salmo 21(22)
- Segunda Leitura: Filipenses 2,6-11
- Evangelho (forma longa): Mateus 26,14 – 27,66
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