Solenidade de Corpus Christi reúne a Região Episcopal Brasilândia no Santuário Sião Jaraguá
No dia 4 de junho de 2026, a Solenidade de Corpus Christi foi celebrada no Santuário Sião Jaraguá, reunindo as comunidades da Região Episcopal Brasilândia em uma grande manifestação de fé e unidade. A Santa Missa foi presidida por Dom Carlos Silva, com a presença dos párocos da região, do reitor do Santuário, Pe. Gustavo Hanna Crespo, além dos assessores do JUMAS Brasil, que participavam do Fórum Nacional realizado no local. Cerca de 2000 pessoas participaram da missa.
Em sua homilia, Dom Carlos destacou que Corpus Christi não é apenas a recordação de um acontecimento do passado, mas a celebração da presença real de Jesus Cristo vivo na Eucaristia. Recordando as palavras do Evangelho — “Eu sou o pão vivo descido do céu” —, o bispo ressaltou que Jesus quis permanecer entre nós como alimento indispensável para a caminhada da fé.
Refletindo sobre a segunda leitura, recordou que, embora muitos, formamos um só corpo porque participamos de um único pão. Por isso, convidou toda a assembleia a repetir: “Um só pão, um só corpo, uma só Igreja.” Segundo ele, a Eucaristia é o vínculo que une os cristãos em uma única família, a família de Deus.
Ao comentar a primeira leitura, Dom Carlos recordou a caminhada do povo de Israel no deserto e o dom do maná, explicando que Deus ensina que o ser humano não vive apenas do pão material, mas também da Palavra e da presença divina. Destacou ainda que, além da fome física, existe uma profunda fome de paz, esperança, amor, reconciliação e sentido para a vida, e que somente Deus pode saciar plenamente essas necessidades do coração humano.
O bispo também enfatizou que a festa de Corpus Christi não termina diante do altar. Para ele, quem recebe o Pão da Vida deve aprender a repartir o pão da mesa. Por isso, lembrou o gesto concreto de solidariedade realizado todos os anos na região, afirmando que não existe Eucaristia sem fraternidade. A Igreja nasceu ao redor da Eucaristia e é chamada a ser a Igreja do pão consagrado, do pão repartido e do pão compartilhado.
Dom Carlos destacou ainda que uma comunidade verdadeiramente eucarística deve cuidar dos mais necessitados: visitar os doentes, acolher os pobres, respeitar os idosos, oferecer espaço aos jovens e fortalecer as famílias. Segundo ele, quem se alimenta do Corpo de Cristo precisa ter um coração semelhante ao de Cristo.
Outro ponto central da reflexão foi a coerência da vida cristã. O bispo questionou o que significa responder “Amém” ao receber a Comunhão se permanecermos indiferentes diante do sofrimento dos irmãos. A presença de Jesus adorada na Hóstia Consagrada deve ser reconhecida também nos pobres, abandonados e sofredores.
Entre as frases marcantes da homilia, Dom Carlos afirmou: “Quem reparte o pão multiplica a esperança.” Incentivando os fiéis a não terem medo de partilhar o amor, a esperança e os bens materiais, recordou que a verdadeira transformação acontece quando o egoísmo dá lugar à partilha, o ódio ao perdão e a divisão à comunhão.
Ao concluir, recordou uma célebre expressão de Santo Agostinho: “Recebei o que sois e tornai-vos aquilo que recebeis.” Explicou que os cristãos recebem o Corpo de Cristo para se tornarem Corpo de Cristo no mundo, levando a presença de Jesus aos ambientes onde vivem.
Encerrando sua reflexão, Dom Carlos deixou três grandes mensagens para os fiéis:
“Eu sou o pão vivo descido do céu.”
“Um só pão, um só corpo, uma só Igreja.”
“Na mesa da Eucaristia ninguém deve passar fome de Deus e ninguém deve passar fome de pão.”
Após a celebração, os fiéis participaram da tradicional procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento, testemunhando publicamente a fé em Cristo presente na Eucaristia e renovando o compromisso de viver a comunhão, a caridade e a missão no dia a dia.
Após a celebração o Santíssimo transladou até a tenda da Unidade e lá um adoração o reverenciou.
Os peregrinos trouxeram doações em forma de alimento para ser distribuídos à instituições filantrópicas.
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Texto retirado da homilia do dia por Sueli Vilarinho
Fotos: Marcos R Bastos

